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Janires Casinha

A “Casinha” de Janires: atual em tempos modernos

Vivendo em tempos modernos com acesso a informação, tecnologia e todos os avanços sociais e econômicos conquistados sob fé e muita vontade, ainda nos perdemos divagando em momentos que outrora nos fizeram sonhar com um futuro maravilhoso abastecido por todas essas peculiaridades atuais.

A internet nos fez conhecer o mundo em segundos. As redes sociais nos encurtaram a distância de amigos queridos, aproximando-nos de pessoas que um dia jamais seriam nossos amigos ou seguidores.

A música

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Ouvindo uma música “gospel” assim rotulada, que a meu ver é uma música lindíssima, “Casinha”, me leva a um passado não muito distante, mas vivido por nossos pais e avós.

Crianças brincando de passar anel, bolinha de gude, pula corda, os pique-esconde e pique-cela, aquele furingo mais conhecido “pelada”, soltar pipas, a famosa lira musical ou furiosa como chamavam os brincalhões de plantão, tocando seus dobrados, marcha rancho, samba-canção.

Outros tempos

As moças suspirando por um príncipe encantado que apareceria para roubar-lhes o coração, os chefes de família que saiam cedo para o trabalho e que chegavam ao fim da tarde e os únicos prazeres estava no encontro na praça, na igrejinha da cidade, mostrando simplicidade na excelência de viver e conviver em paz, sentimento esse que Vinícius de Moraes retrata na Carta ao Tom 74.

casinha-janires01Voltando a música Casinha, o poeta Janires Manso, revolucionador e precursor da música gospel atual, do qual quero falar em outro momento, nos mostra a beleza da vida em uma história singela com melodia envolvente
e embalada por um nostálgico samba-canção, que a cada acorde na sua harmonia nos faz suspirar e imaginar um momento maravilhoso que jamais queríamos que passasse.

Na segunda parte dessa música, começamos a presenciar a realidade nua e crua com certa dose de impotência diante de um mundo distorcido por efeitos colaterais que não prevíamos. E “à toa na vida esperando a banda passar cantando coisas de amor”, não percebemos o tempo passar voando rumo à uma realidade triste, de corações amargurados, mentes vazias, sem capacidade de reação e a vontade de sonhar.

A esperança

Não quero me ater a realidade perversa atual, não que eu queira fugir, mas é que eu posso sonhar e sonhar ansioso com uma promessa feita há mais de 2000 anos atrás, quando Jesus Cristo morreu na cruz pra me conceder o direito de um dia morar na cidade santa. Nessa cidade não vai haver polícia nem ladrões, lá não vou pagar aluguel, não haverá fracassos nas janelas, os velhinhos serão transformados em um corpo de glória e a bandinha e o coral
serão de anjos cantando em adoração ao Rei Jesus, aleluia. Vivamos a nossa realidade atual, buscando e almejando o verdadeiro “tempo moderno” que está por vir em breve.

Maranata!

Quem foi Janires (clique aqui)

Quem foi Janires (clique aqui)

Janires Magalhães Manso, ou simplesmente Janires (Vitória, 22 de maio de 1953 — Três Rios, 11 de janeiro de 1988) foi um cantor, compositor, produtor musical, arranjador e multi-instrumentista que iniciou sua carreira no fim da década de 1970, sendo mais conhecido como o principal responsável pela modernização da música cristã ocorrida na década de 80.[1] De família pobre e filho de mãe solteira, passou parte de sua juventude tendo forte contato com a música, no entanto, mais tarde envolver-se com o uso de drogas. Após ser preso e permanecer durante um tempo em uma casa de recuperação se tornou cristão. A partir disso, voltou-se à suas atividades musicais.

Foi o fundador e um dos vocalistas do Rebanhão, a primeira banda de rock cristão do Brasil a alcançar notoriedade nacional. No conjunto, compôs várias canções, destacando-se “Baião” e “Casinha”. O primeiro trabalho do grupo foi Mais Doce que o Mel, lançado em 1981 e que foi alvo de críticas de líderes religiosos por usar sonoridades até então proibidas nas igrejas, como guitarras distorcidas e letras contextualizadas com a realidade social e econômica da época. Porém, a banda fez sucesso com o público jovem, apresentando uma nova musicalidade para aquela geração. O último trabalho de Janires no grupo foi o álbum Janires e Amigos, considerado o primeiro disco cristão gravado ao vivo no Brasil, lançado em 1985. Após isso, deixou o grupo, mas mantendo sempre contato com seus membros.[2]

Após sair do Rebanhão, mudou-se para Belo Horizonte, cidade onde passou a apresentar um programa numa rádio, além de fazer um trabalho de evangelização com jovens na Mocidade para Cristo. Na mesma época fundou a Banda Azul, que mesmo antes de lançar o primeiro trabalho já tinha uma certa notoriedade no segmento. Antes mesmo do lançamento de Espelho nos Olhos, Janires foi vítima de um fatal acidente de trânsito em janeiro de 1988, tendo seu corpo sepultado em Brasília. Seu trabalho lançado naquele ano recebeu grande aclamação do público.[3]

Mesmo com sua curta carreira, o cantor é considerado um dos maiores compositores da música cristã contemporânea e suas obras já foram regravadas por vários músicos, além de ser influência para outros. Em reconhecimento de sua contribuição para a música foi homenageado por vários conjuntos e artistas num evento ao vivo registrado em CD, de título Tributo a Janires.

Fonte: Wikipedia

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Sobre Everson Salazar

Maestro, arranjador, compositor, diretor musical e autor do livro e software pedagógico de musicalização infantil Musicaricando na Escola. Igreja Assembleia de Deus de Caratinga, MG
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